Continuando essa bela história das etapas de um estagiário, e após ver o sofrimento de Armando, vamos direto ao capítulo 2! Aproveitem!
CAPÍTULO 2: SOFRENDO DURANTE O ESTÁGIO.
Todo aquele sofrimento para conseguir um estágio, após algum tempo chega ao seu fim. Conseguimos um estágio, comemoramos, fazemos uma festa regada a sucos e groselha. Uma semana até o início do estágio, tempo suficiente para se organizar, deixar de dormir perto das três horas da manhã.
A semana passa, e se inícia a batalha no estágio, você está confiante, pronto para atingir a tão sonhada efetivação, tornar-se o CEO daquela empresa!
Seu chefe o chama para uma conversa ao pé do ouvido, lhe informa de sua importância na empresa, de como suas atividades são vitais para o funcionamento do todo. Empolgante, não é mesmo? Primeira atividade vital, de extrema importância, limpar o banheiro...
Espere um minuto, limpar o banheiro? Bom, estou no início da faculdade, talvez exista essa matéria mais pra frente... Ou, quem sabe seja como os ensinamentos do senhor Miyagi.
Você limpa o banheiro, depois chega a hora de limpar os vidros da empresa, pegar um cafézinho aqui, pegar um cafézinho ali, ajudar o chefe com a mudança em pleno domingo.
No fim de seis meses você ainda é faxineiro e não aprendeu nada de Kung Fu... Está desmotivado, chateado.
Mas, um luz aparece ao fim do túnel, o diretor, o homem que está acima de seu chefe, o chama para uma conversa em sua sala. O coração começa a bater mais forte, você começa a imaginar o quanto vai ganhar a mais sendo efetivado, como será bom, enfim, mandar em alguém. Excitante!
- Senhor Rafael, tenho um assunto muito sério para tratar com o senhor.
- Claro, claro, pode falar.
- Não sei se você está preparado para o que eu vou dizer, então, vou com calma. Você tem disponibilidade de trabalhar umas horas a mais?
- Claro que sim! - Efetivados trabalham oito horas, estagiários, seis!
- O senhor vai precisar de dinheiro para o que vou pedir. Aceita recebê-lo?
- Claro que sim! - O aumento salaria tão esperado.
- Muito bem então, aqui estão 20 reais, preciso que o senhor compre cândida no supermercado. Como ele está um pouco longe, creio que o senhor deverá trabalhar umas horas a mais. Só isso, senhor Rafael!
Rafael olha para o diretor. Quer matá-lo. Olha para seu chefe. Quer matá-lo. Rafael nunca mais foi o mesmo, tinha certeza que seria efetivado!
É, meus amigos, sofrendo durante o estágio.
Amanhã, o último capítulo dessa série! Imperdível!
Bom, hoje o assunto é para todos aqueles que já tiveram de se preocupar com o estágio, e, levando em consideração que o estágio é obrigatório no curso de administração, creio que todos nós ou já nos preocupamos, ou nos preocuparemos.
Para falar melhor desse incrível fenômeno que é a vida do estagiário, vou dividir os posts em três capítulos, durante os dias que estão por seguir.
Hoje, vamos abrir com o capítulo 1. Aproveitem!
CAPÍTULO 1: SOFRENDO PARA CONSEGUIR UM ESTÁGIO.
Chega o momento, você está sendo cobrado pela sociedade. Vamos trabalhar, vagabundo. Você ainda não tem experiência trabalhando, mas isso não importa, a vontade e determinação irão se revelar suas armas para atingir a grande conquista.
Montar o currículo. Caramba, o que botar no currículo? Eu nunca trabalhei... Aquela incrementada e cá estamos! Um currículo incrível de meia página... Desanimado já durante o processo do currículo?
Então, após uns dias, retoma-se a força. Agora, enviar os currículos para as empresas. Você manda para todas que encontra pela frente. Dane-se o mundo, eu quero começar logo e tirar isso da frente.
O tempo passa, um nervoso aqui, um nervoso ali, e eis que um belo dia seu celular toca. Você olha no visor e é um número nunca visto antes.
- Pronto?
- Por favor, o senhor Armando Pereira.
- Sou eu.
- Armando, estou te ligando referente a uma oportunidade de estágio na área escrava. Você estaria interessado?
- Claro, claro!
- Bom, o estágio é em São Roque, são 12 horas por dia, e o salário nós discutimos ao fim do mês. Vamos ter uma dinâmina de grupo hoje mesmo.
Armando está radiante, enfim foi chamado ao seu primeiro estágio! Uma oportunidade de ouro! Qual o problema de morar e fazer faculdade em São Paulo e trabalhar em São Roque? Eles deve ter fretado.
Ele coloca seu terno que mais parece um pijama de tão largo que está. Gravata, não sabe dar o nó. O sapato está machucando os calcanhares, eles começam a sangrar lentamente. Que coisa horrível.
Após um taxi, e R$ 250 a menos, estamos em São Roque. Ele entra no endereço que lhe foi passado. É um enorme prédio, um pouco acabado, mas, mesmo assim, charmoso.
A dinâmica de grupo começa, todos parecem estar sorrindo como se estivessem disfarçando uma flatulência. Eles formam dois grupos, e devem fazer um milk shake em 2 minutos. Armando toma a liderança, pega o sorvete, o liquidificador, leite, e termina a tarefa antes do todos. Total sucesso, pensa Armando.
Dias passam, e ele é chamado para a entrevista com o Rh. Ele faz a entrevista. Perguntam o que ele acha que é seu ponto forte, seu ponto fraco, experiências, etc... O nosso herói passa por mais uma. Agora, entrevista com os gestores. Ele faz a entrevista, perguntam as mesmas coisas. Ele passa. Agora entrevista com os diretores. Ele faz a entrevista. Perguntam as mesmas coisas. Ele passa. Agora entrevista com o presidente regional. Ele faz a entrevista. Ele passa. Agora entrevista com o CEO. Ele faz a entrevista...
O tempo agora está lento, um telefonema para Armando ser contratado. E, parem tudo, o celular está tocando. O número nunca antes foi visto.
- Pronto?
- Por favor, senhor Armando Pereira.
- Sou eu.
- Armando, primeiramente nós gostariamos de agradecer por participar do nosso processo seletivo.
- De nada.
- Mas infelizmente não foi possível sua contratação. Manteremos seu currículo no banco de dados para uma próxima vaga que pode abrir. Tchau!
Armando olha para seu cachorro. Quer matá-lo. Armando olha para sua mãe. Quer matá-la. Armando nunca mais foi o mesmo. Passou por seis processos e o recusaram!
É, meus amigos, sofrendo para conseguir um estágio.
Capítulo dois amanhã! Não percam!
Fim do segundo ano de administração e, do nada, bate aquele estalo. Você descobre o que realmente quer fazer da vida: Ter um criadouro de chinchilas! Mas, ao pensar um pouco, a dúvida aparece... Deveria eu, um criador nato de chinchilas, largar esse curso de administração, parar de correr atrás do dinheiro, e seguir o meu sonho?
O dinheiro realmente importa para você? O curso acrescenta algo para sua vida? Ou realmente o que importa são as pequenas chinchilas?
Se a resposta são as chinchilas, corra atrás desse sonho, e não deixe que ninguém diga que é um sonho estúpido. O que realmente importa é conseguir viver bem consigo mesmo, não importando o que estamos fazendo da vida.
Sempre há tempo para mudar, ainda mais para nós de administração que, na grande maioria das vezes, entramos nesse curso para ganhar algum tempo até decidir o que realmente vamos fazer.
Trabalhar com o que nós gostamos não tem preço. Não há dinheiro no mundo que consiga comprar felicidade. Correr atrás é o que nos resta, ainda que o caminho seja um pouco mais difícil.
Caramba, isso aqui é um livro de ajuda pessoal? Não, apenas pensamentos dos administradores em formação.
"We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness." The Declaration of Independence.
Primeiro post, muita alegria no ar, boas vibrações, e, sem dúvidas, muito trabalho! Esse Blog é feito para todos aqueles que estão se formando em administração, estão tendo a triste experiência de conviver com o stress de uma pessoa se formando em administração, ou que só querem saber do que se trata esse mundo. Ao longo do tempo vamos discutir os tópicos do dia a dia de quem está se formando nessa carreira. Hoje, só para lançar um Teaser, vamos comentar sobre o vilão de qualquer faculdade: A cerveja!
A CERVEJA (Ela pode ser estupidamente gelada, loura, devassa, descer redonda, subzero, ser original, e, ao fim de tudo, ela vai pegar você).
Vamos entrar na cena: Última aula de uma sexta-feira quente, Gestão de Finanças III, o professor possui uma voz aveludada, calma, sabe a cura para qualquer criança com hiperatividade.
Aqueles bravos alunos, que resistiram a primeira tentação de ir ao bar, que fica logo ali, ali mesmo, é só atravessar a rua, começam a se deparar com o segundo round de tentações.
A menina ao lado, com problemas em suas glândulas sudoríparas, começa a suar fortemente, exala odores.
As ilusões começam a aparecer, o giz se torna uma latinha na mão do professor, a Sandy entra pela sala segurando uma cerveja de qualidade discutível... Dane-se, é uma cerveja!
O Aluno tentar manter o foco, sabe que aquela matéria é complicada, sabe que aquilo será valioso para seu futuro em uma grande empresa. A batalha continua... O aluno consegue absorver grande parte da aula, mas está exausto.
O cerébro suplica por uma cerveja, e, de repente, não mais que de repente, o professor, aquele da voz do Jack Johnson, inicia a chamada. Fogos pela cidade, os alunos se abraçam, comemoram, começam a correr nus pela faculdade. A merecida sexta-feira de cervejada encontra seu início!
Mas esperem, aquele aluno vai fazer uma pergunta no meio da chamada? Sim, já o fez... São mais dez minutos, graças ao preciosismo de um rapaz que sabe a resposta da pergunta que fez.
Mas, tudo isso terminado, aqueles que aguentaram a aula se encontram com os que já estão mareados desde às sete da noite.
Qual a moral de tudo isso? Todos merecem sua cerveja, e todos conseguiram sua cerveja nesse cenário hipotético. A diferença entre os bravos alunos e os que não estavam na aula, o tempo dirá.
"Então considerei que as botas apertadas são uma das maiores venturas da terra, porque, fazendo doer os pés, dão azo ao prazer de as descalçar." Memórias Póstumas de Brás-Cubas.