A CERVEJA (Ela pode ser estupidamente gelada, loura, devassa, descer redonda, subzero, ser original, e, ao fim de tudo, ela vai pegar você).
Vamos entrar na cena: Última aula de uma sexta-feira quente, Gestão de Finanças III, o professor possui uma voz aveludada, calma, sabe a cura para qualquer criança com hiperatividade.
Aqueles bravos alunos, que resistiram a primeira tentação de ir ao bar, que fica logo ali, ali mesmo, é só atravessar a rua, começam a se deparar com o segundo round de tentações.
A menina ao lado, com problemas em suas glândulas sudoríparas, começa a suar fortemente, exala odores.
As ilusões começam a aparecer, o giz se torna uma latinha na mão do professor, a Sandy entra pela sala segurando uma cerveja de qualidade discutível... Dane-se, é uma cerveja!
O Aluno tentar manter o foco, sabe que aquela matéria é complicada, sabe que aquilo será valioso para seu futuro em uma grande empresa. A batalha continua... O aluno consegue absorver grande parte da aula, mas está exausto.
O cerébro suplica por uma cerveja, e, de repente, não mais que de repente, o professor, aquele da voz do Jack Johnson, inicia a chamada. Fogos pela cidade, os alunos se abraçam, comemoram, começam a correr nus pela faculdade. A merecida sexta-feira de cervejada encontra seu início!
Mas esperem, aquele aluno vai fazer uma pergunta no meio da chamada? Sim, já o fez... São mais dez minutos, graças ao preciosismo de um rapaz que sabe a resposta da pergunta que fez.
Mas, tudo isso terminado, aqueles que aguentaram a aula se encontram com os que já estão mareados desde às sete da noite.
Qual a moral de tudo isso? Todos merecem sua cerveja, e todos conseguiram sua cerveja nesse cenário hipotético. A diferença entre os bravos alunos e os que não estavam na aula, o tempo dirá.
"Então considerei que as botas apertadas são uma das maiores venturas da terra, porque, fazendo doer os pés, dão azo ao prazer de as descalçar." Memórias Póstumas de Brás-Cubas.
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